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Sala Museu do Fuzileiro
 
Quando em 1963, a Escola de Fuzileiros (EF) é instalada em Vale do Zebro, são feitas adaptações e acomodações, para as necessidades do momento, mormente no edifício principal do complexo que aloja o museu.
 
A ideia, e a obra, do Museu dos Fuzileiros, como é conhecido, foi-se colocando no início da década de oitenta, quando após o fecho do ciclo ultramarino, uma quantidade significativa de peças-memória foi oferecida à EF, por personalidades militares e civis, sobretudo, antigos e actuais Fuzileiros, e para a preservação e apreciação das quais não havia espaço adequado.
 
Após um notável e raro trabalho de restauro de parte do piso térreo do edifício principal, que pôs «a descoberto os apontamentos [de alguns] dos antigos fornos de biscoito e as respectivas saídas de ar», por dedicação e conhecimento de alguns Fuzileiros e apoiado superiormente, em 1984 foi inaugurada a Sala-Museu do Fuzileiro.
 
Fazendo uma breve descrição do actual itinerário do museu, que não intenta dispensar, mas sim aguçar o interesse para uma próxima visita, diremos que na entrada, se simboliza a história do complexo e a história dos Fuzileiros, consubstanciadas pela estrutura arquitectónica da sala e nas figuras expostas que retratam os primeiros antecessores e os Fuzileiros da época contemporânea mais significativa.
 
Ainda neste espaço, complementado por uma das salas, expõem-se alguns dos bens museológicos alusivos ao fabrico do biscoito, dito, de mar que, segundo um investigador brasileiro, «são bolachas duras e salgadas, guardadas em paióis pouco ou nada arejados. Cada tripulante tem direito a 400 gramas diárias dessa maçaroca assada nos fornos reais de Palhais e do Vale de Zebro, em Lisboa. Só entre 1505 e 1507, o Zebro fabricaria 300 toneladas de biscoito por ano. Significa um milhão de rações diárias produzidas apenas para abastecer a despensa dos navios portugueses. Brincam os historiadores que estas intragáveis bolachas de farinha, de bolor fedorento e adoradas pelas baratas, são o motor da história das navegações».
 
O interior do museu dá-nos uma imagem singular da sólida traça pombalina, onde domina o tijolo a cutelo e os tectos se organizam em abóbadas de "barrete" as centrais e de "berço" as laterais, ao longo das quais está exposto o acervo que ilustra o historial dos Fuzileiros.
 
À saída da Sala-Museu, no exterior, pode apreciar-se a arcada, em corredor, de cariz, também, pombalino que se prolonga a todo o piso térreo do edifício mais representativo do Complexo Real de Vale do Zebro.
 
Pelo que representa como valor simbólico e afectivo, a Sala Museu dos Fuzileiros, é o local de visita obrigatória dos Fuzileiros de ontem e de hoje, e por extensão das famílias e amigos, que frequentemente se encontram na Escola de Fuzileiros, não só para recordarem os momentos vividos e manterem, vivas as referências mas, também pelas condições ambientais impares que o local reúne.
As visitas de, como se diz na gíria militar, "civis" cifram-se anualmente em cerca de 600, sendo que a maioria são de escolas e de outras instituições da área educativa, cultural e ambiental, sobretudo do Concelho do Barreiro e limítrofes, facto de que muito nos orgulhamos.
 
Foi, também, por estas razões que se equacionou uma beneficiação e remodelação dos espaços e do património do museu, cuja primeira fase terminou em 29 de Julho de 2005 e posteriormente, numa segunda fase de ampliação, inaugurada no âmbito das Comemorações do Dia do Corpo e da Escola de Fuzileiros, em 10 Novembro de 2006.
 
Que a pluralidade de "entradas" e a diversidade de domínios que o património natural e o historial do espaço conotado com o Complexo Real de Vale do Zebro, inclusive a Sala Museu do Fuzileiro, encerram, se constitua um desafio aos investigadores e estudiosos das diversas áreas do conhecimento potencialmente representadas.